RANKING DE SEVERIDADE RELATIVA DAS ESPÉCIES DE FAUNA NA AVIAÇÃO BRASILEIRA

Weber Galvão Novaes

Resumo


As diferentes espécies de fauna não apresentam o mesmo perigo para as operações aéreas. A identificação daquelas com maior potencial de causar danos ou efeitos no voo é crucial para o gerenciamento de risco de fauna. Um dos parâmetros mais relevantes para essa identificação é a severidade relativa atribuída a cada espécie envolvida em colisões com aeronaves. O objetivo deste estudo foi atualizar o Ranking Brasileiro de Severidade Relativa de Espécies de Fauna. Foram considerados os dados de colisões reportadas ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos [CENIPA] entre os anos de 2011 e 2020, obtidos no Sistema de Gerenciamento de Risco Aviário [SIGRA]. Os critérios para elaboração do ranking foram as proporções de colisões com dano, de colisões com dano maior e de colisões com efeito no voo em relação ao total de colisões para todas as espécies de fauna. Urubu-de-cabeça-preta (Coragyps atratus), cachorro-doméstico (Canis lupus familiaris) e albatroz (Família Diomedeidea) foram ranqueadas como 1º, 2º e 3º, respectivamente, na composição do ranking de severidade relativa das espécies. Em geral, as espécies ranqueadas nas primeiras posições possuem maior tamanho corporal. Esses resultados apresentam informações relevantes para que os operadores de aeródromo tomem decisões adequadas na priorização de ações no gerenciamento desse risco. É fundamental que os dados apresentados neste estudo sejam utilizados em conjunto com informações obtidas no sítio aeroportuário, por meio de monitoramentos de fauna e acompanhamento das ocorrências aeronáuticas. Desse modo, as medidas mitigadoras adotadas serão mais eficientes e eficazes à realidade do aeródromo em questão.

Palavras-chave


Colisões com Fauna. Risco de Fauna. Gerenciamento de Risco de Fauna. Urubus. Cachorro-doméstico.

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ISSN: 2176-7777
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